sábado, agosto 27, 2005

O real que é imaginário


Desta vez, o mundo caiu sobre nós
E tudo que gostaria de sentir
Ficou no plano da expectativa pulsante
Desta vez, nem mesmo a saudade explica direito
Que doloroso é não ter você comigo
... Foi a vontade que virou criança
Agora brinca do jogo do real
Será lembrança ou projeção?
Você que esteve aqui ou você está aqui?
Eu que enlouqueci, ou o tempo é louco?
Desta vez, não vamos achar pesada
A realidade imaginária que criamos
Se todo ensaio é também um pouco do momento esperado
Se toda luz será imagem na retina
Só precisamos aceitar que não vamos acordar
Pensando que ontem foi outro dia
Pois, na verdade, o nosso dia será nem um segundo
Desta vez, eu vou chama-la pelo nome
E se seus olhos são realmente castanhos, até vou saber
E se o seu sorriso é amarelo ou branco e seu cabelo ultrapassa o ombro
Eu vou saber
Para desenhar você no fundo branco do meu desejo
Escolhendo as cores certas, os contornos exatos
Que, para quando estiver diante da fonte
Desmanchar tudo outra vez, eu espero
Desta vez, a saudade explica de um jeito
A ilusão é a realidade que ficou de fora
Do plano das coisas que acontecem
Mas não é dentro de mim que ela acontece?
Então... deixa fluir...

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

♥Saudades de poesia nesse blog... ♥

24/10/05 11:15  

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