segunda-feira, dezembro 05, 2005

Para sempre agora

Ela olhou
Num segundo sem tempo
E fitou resignada o que passou

Um sorriso brotou dos lábios secos
Foi tímido
Quis disfarçar a alegria trovejante
Fingiu estar serena

Agora pensa em escrever um papel
Dizer ao amado mil palavras derivadas de amor
Escancarar na superfície o que prendeu
Nos gestos abstratos que ninguém percebeu

Ah, se o tempo soubesse
O que é não ter tempo para a vida
Ela sonha com a eternidade do sonho que já vive
Não entende o mistério da existência
Se há pouco sofria
E agora, a esse há pouco não há quando

Ela fechou os olhos
Dormiu na inconsciência das palavras fugidas
Escondidas no silêncio do sentimento infinito
Essa solidão que no fundo é o amor
Como se num segundo sem tempo, o agora fosse nunca
E para sempre o seu agora...

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Às vezes parece que você me lê...

Eu te amo...

Continuo olhando o céu...
Sonhando com o para sempre...
E neste sempre, o sonho parece ser agora...

Eu te amo...

5/12/05 16:17  

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