sábado, janeiro 21, 2006

Esperante

Prostrado aos pés do mundo
Desconfiando do tempo e do tudo
Eu sou mais um arregalo pro norte
À espreita, desejando ter sorte

Como o vento, que sopra em liberdade,
Eu sou um pensamento alforriado
Sem medo do medo gigante.
Eu esqueço e sigo avante

Olhando o ar, devagar,
Começar a pestanejar.
É só a chuva, que vem castigar
Os momentos que passo no mar

E tudo o que não vejo imagino
Que verei quando o vento, já vindo,
Entregar sua letra morta
Que assina a liberdade inócua

Vivo cantante, feliz e esperante
As horas não filosofam o instante
Esperanço chegar quem ainda não vejo
A chuva de agora é só o começo...

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Eu te amo!
Acima de qualquer dificuldade, distância ou... qualquer bobagem minha!rs
Sou grata a Deus por tê-lo colocado em minha vida...

Nem tenho palavras para elogiar suas poesias...
Bem sabe, que sou sua fiel leitora...
E que desde que eu lhe conheci, rs, o Álvares de Azevedo passou a ser meu segundo poeta favorito! rs

Simplesmente maravilhosas...

Com Deus, meu poeta...
Amo-te e admiro...

Sua K'...

24/1/06 16:48  

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