Minha vida sem arte
Parar a sinfonia
E gritar um nome infame,
Dizer que amo alguém
Sem que realmente ame
É mais do que um crime
É abandonar-te
Pintar na tela crispadas cores
Pálidas e envelhecidas,
Perder meus olhos
Em uma beleza qualquer, sem vida
É mais do que insensibilizar-me
Com o que na natureza é merecida,
Adorar ilusões inertes
De uma frágil paixão desinibida
É mais do que uma ofensa
É maltratar-te
Depredar monumentos
Nas vias públicas do entojo cidadão,
Silenciar a voz do mundo
Ecoante em todo o tempo e condição
É mais do que dispersar a voz de um deus
É calar-te...

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