Não chores, menino
Não é bom que fiques sozinho
Nobre infante,
Tu que se deserdaste do direito de não ter
Agora sabe,
Olha o tempo passar como uma nuvem no céu.
É triste não ter a mesma raiva de antes.
Tu já conheceste a ingrata dor
Reconheceste no peito essa alcunha
Alguém que lhe feria ao sorrir
Ao mesmo tempo que sorria enquanto feria
Estranha dor,
Agora tudo ficou embalado, virou passado
Tu que preferes acreditar no que não vê
Agora não acreditas no que vê
És incerto, és confuso
Pois tua mãe dizia que pulavas o berço
E teu pai contava que pulavas a cerca
Sem motivo qualquer
Só não me chores, por favor
És pequeno demais para isso
Se ao menos tivesses completado a idade de morrer
Faria sentido, chorar de saudade, de amor
O que sentes é uma doce recompensa
Para os que odeiam odiar...
Sorrires, então, que tua dor é boa de doer...

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