sexta-feira, janeiro 27, 2006

O leve

Deslizo,
Desfaço em mil partículas de leveza
O mundo parece um passado
Telefonemas já não me chamam
Olhar partido, beijo de cinema
Histórias e dilações ferrenhas
Ficam na saída.

Estou vendo o que meus olhos não podem enxergar
Não me deixem recados,
De repente não existo mais
Mas depois eu volto
A juntar partículas e ouvir sirenes
Na mesa de jantar a escrever poemas
Com tanto sono...

Agora tento esquecer
Que penso em você mais que um segundo para querer
Despedaçar tudo e juntar o quê
Uma esperança e um beijo
Ainda não dado, eu vou viver
Por isso e em tudo
Levo o leve como nada...

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Juntar partículas de um corpo que se fesfaz e teima em sustentar uma alma que cresce absoluta em sua confiança, cada vez mais...

Sei como é deixar de existir...
Existindo em um mundo que já não satifaz...
E num sonho, (ah... quero tanto a realidade deste sonho!)
Só querer existir para alguém...
Só querer existir para você...

Linda poesia...
Linda como todas que faz...
Linda como tudo que vem de você...

E esse beijo...
Ai, rs... nem sei mais o que escrever...

Ôw meu Mar, te amo com toda a minha alma e por toda a eternidade... atééé... rs

28/1/06 11:27  
Anonymous Anônimo said...

("Fesfaz", rsrs, vai para o dicionário... não sei se isso te "satifaz", mas tá valendo rsrs...
O importante é que eu te amo...
E amo...
E amo...
E amo... ad infinitum! rs)

28/1/06 11:40  

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