quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Com ou sem ciência

De tanto construir sistemas
E raciocinar os sentimentos
Caí em um dilema, que eu mesmo criei
Mas que não havia solução

Qual o tamanho do amor,
Como medí-lo,
De onde surge,
Com qual finalidade?

Criei hipóteses e levantei uma tese
Segunda a qual o amor se expande
E, logo, é limitado
Com isso, tive medo de meus limites

Tal idéia oprimia meu peito,
Diante da dor, quis entendê-la
Saber a sua origem
Fundarmentar sua razão

Mas, perplexo,
Observei ser ela ainda mais complexa
Ao ponto de confundir os meus métodos
E desfacelar a minha ciência

Sem referências,
Quis afastar-me da minha mente instigante
Pois já me cansava de ela tanto elaborar
O que, a princípio, não tinha forma

Distante da mente, aproximei-me do coração
Que, com poucas palavras,
Falou-me do amor
E justificou minha dor

Assim, os meus pensamentos, antes tão confusos
Harmonizaram-se com a tese de que
Com amor se pode entender todas as coisas do Universo
Que não sejam, por enquanto, o próprio amor...