segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O que não se sabe bem o que é

De repente vem
Vem de repente, chega sem avisar
Não dá tempo de pensar
Logo invade tudo
Do pensamento ao coração
Da lembrança à esperança
Da vontade à saudade

Não dá chance para ser razoável
Juntar as peças e excluir tal idéia
É tão irrisório como o fósforo
Que incendeia toda a floresta
Por horas, senão dias

É finito quanto uma bactéria
Mas se reproduz com a mesma vertiginosa velocidade
Arrasta blocos e fere anticorpos
Abre um espaço no peito
Onde penetra o vazio

Surge do acaso, chama de uma palavra
Ou de uma inconsciência qualquer
Começa do estopim e explode por horas

De repente vem
Vem de repente
Por um segundo, não importa se mais ou menos
Ela pensou em outro alguém...