segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Orquestra Universal

Em concerto, as estrelas sinfoniam uma ópera qualquer
Os meus olhos não vêm, tão perto as nuvens escondem
Dissipando os sons dos sóis das distantes galáxias

Deus, o maestro do Universo, prepara uma surpresa para o último ato
Eleva o tom, estouram tambores e o espaço está em festa
Donde estou, apenas brilham as estrelas, pontos no escuro

Mas, pudéssemos nos elevar ao centro acústico do Universo
E ouviríamos a divina canção da Perfeição
Estrondeante sonoridade das falanges celestiais

Aqui, as nuvens cobrem o céu e o vento frio faz do calmo silêncio
Uma pesada nota de angústia, que no meu peito
Oprime-se em dor infinita como a Orquestra dos Céus

O dia amanhece e o público ainda aplaude
Reverências e gratificações ecoam-se aos céus de todos os cantos
Mas a sinfonia de Deus não pára um segundo, pois em algum canto do mundo já é noite...