terça-feira, março 21, 2006

Último reino

Aos navegantes de primeira viagem
Ensina o mar
Em suas primeiras ondas à margem
Como se equilibrar no ar...
Girou o primeiro errante
Afogou-se logo na profundidade
De um céu escuro e berrante
Cego pela claridade

Pois, acredite, nem todos nasceram para sonhar
Eu conheci uma rainha,
Filha de Poseidón, filha do mar
Reclamando que o amor nunca vinha
Enclausurada em lembranças
Em seu castelo de areia solitário
Mandou o vento sondar as estâncias
Em busca do sentimento lendário

Falou-me o preposto sobre tais anseios
Então lhe pedi: amigo, vá ventar
A mais bela das mulheres quer esteio
Esperando o que não quer começar
A noite cala as ondas e faz chover estrelas
E a lua derrama sua luz sobre a escuridão
Como o fogo no breu, vela e cera
Nem no escuro se está perdido na imensidão

Disse-me ele: sábias palavras, viajante
Pois, onipresente sou por toda banda
Não obstante, desconheço o ébrio amante
Que inexiste em oceanos, onde a majestade clama
Mas dou-lhe o maior dos segredos: o meu universo é restrito
Possessões mais importantes existem em algum lugar
Onde reina a filha do sol, a flor do infinito
Num imenso ninho de amor, que se estende pelo chão do mar...

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Ôh Mar...

Que lindo!rs

(Li seu mail!)

Nem sei o que eu ía escrever... rsrs

Que poder é este que me rouba até as palavras? rs

É amor...

Só sei que o meu reino é seu! rsrs
Que seu poema é lindo!
Que meu amor é infinito...
Que meu amor é para e por você...
Que meu amor é eterno...

"Só você pode me fazer feliz..."

Te amo!
( - Bastante! :) - )

Oh Deus...
A Via Láctea por "um beijo"! rsrs

E eu sairia ganhando...



K'

21/3/06 23:05  

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