terça-feira, março 21, 2006

Página inversa, mundo inóspito

Vejo o meu mundo, o de cabeça pra baixo
É ao mesmo tempo bonito e dolorido
Tem rosto de mulher e voz de menina
Seu choro é infantil e tem um ingrediente desconhecido

Parece uma terra distante
Que o colonizador deixou por último
Onde fazer sua morada
E plantar as sementes que guardou por muitos dias

Tantos anos, e o mundo inverso também evolui
Com os seus habitantes, os meros desconhecidos
Súditos de meus sentimentos,
São eles parte do meu mundo de cá

Pelo telescópio eu sei o que se passa
Na sua vida rotineira, flores no quintal
Sombras circundam os meus olhos
É o eclipse! De repente...

Chove, chove forte todos os dias
Meu mundo, o de cabeça pra baixo
Sofreu um vendaval que arrastou as casas
Ah, essa natureza delicada do meu mundo!

Talvez o meu brilho de sol
E o meu sorriso puro fechem as fendas na terra
No rosto de mulher que se padece
Com a brisa, agora, se acalmam as águas... é o meu soprar...

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Ah Marco... Poesia maravilhosa!

Ô amor, eu te amo tanto... Tanto...

As poesias que escreve estão ficando cada vez mais lindas...

E é tão bom senti-las...
E é tão bom senti-lo por meio delas... rs

Te amo com toda a minha alma...

Infinitamente...
Para todo o sempre...

Beijo, meu amor...

K'. ♥

21/3/06 22:42  

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