Ciclo do amor
A face da dor sublimou
E as mágoas passaram como água
Falanges de sonhos verteram os efeitos dilacerantes
Em bálsamos calmantes nas almas machucadas
Amor reparou as falhas,
E as chagas fecharam-se com o tempo
A torrente de emoções precipitou-se
E a terra úmida fez nascer uma flor
A semente demorou-se no chão infértil,
Quente e seco, abandonada ao desalento.
Mas, do estuário da dor, escorreu uma única lágrima
Que caiu como um cristal na semente agonizante.
Amor nasceu, no campo morto do egoísmo
Esperança brotou, sonho cresceu
Vontade ganhou o ar e feneceu
A folha seca da lembrança amarga
Banhada de luz, brotou a flor
Girassol alegre que acompanha o sol.
Amor venceu o ciclo da dor, e a natureza inerte
De um coração de pedra, fecundou imorredoura alegria no tempo...